quarta-feira, 8 de julho de 2009

grandes ídolos do desporto nacional: zé carlos

todo grande time começa por um grande goleiro, não é mesmo?
o flamengo-1987 tinha carlinhos violino como treinador e, dentro de campo, os veteranos zico & andrade jogando em harmonia com jovens revelações como bebeto & leonardo, mais um possesso renato gaúcho na ponta-direita.
aquele flamengo foi celebrado e está eternizado como ponto de encontro de duas gerações campeãs. e o grande goleiro daquela grande esquadra se chamava zé carlos.
josé carlos da costa, que surgiu no americano de campos, teve início claudicante em sua passagem pelas balizas rubro-negras e, para ser sincero, nunca chegou a ser uma unanimidade entre a torcida. quem sabe seja culpa de romário, aquele chapeuzinho desmoralizante, no karioca-1986. mas enquanto taffarel se consagrava no internacional de 1987, zé carlos foi ganhando espaço pouco a pouco. teve um desempenho impecável na reta final da copa união e terminou com zero gols sofridos os dois fundamentais jogos diante, justamente, do colorado de taffarel.
e se dizem que goleiro é posição de confiança de um técnico, sebastião lazaroni levou zé carlos para a tumultuada seleção brazileira do mundial da itália-1990. ao lado do vascaíno acácio, zé carlos foi banco de taffarel.
na gávea, zé carlos ainda conquistou a copa do brazil de 1990, no embrião daquele time que seria campeão nacional duas temporadas adiante, com a volta do vovô leovegildo e a presença do artilheiro gaucho cabeção. mas em 1992 o arqueiro rubro-negro já era o bravo gilmar. zé carlos deixara a equipe no ano anterior, sua saída tão discreta quanto sua chegada.
zé carlos foi sendo lentamente esquecido. a ponto deste tosco retrato, feito para um álbum de figurinhas, ser a mais nítida imagem do jovem guarda-metas no arquivo do google.
eu, cá comigo, te digo que comecei a prestar atenção nos goleiros quando ubaldo fillol era o número 1 do fla. depois zé carlos e gilmar alimentavam a cada rodada minha fantasia rubro-negra como berna banks, defendendo e peruzando nas peladas escalavradas de minha infância. aquele gol de chapéu do romário no zé carlos, te digo, doeu em mim.
leio aqui agora que zé carlos está doente, muito doente. internado por conta de um câncer no abdomen. até dia desses ele estava bem, em campo novamente, a defender o flamengo, seu flamengo, no showbol. resta o consolo de saber que a diretoria do clube está ajudando a família.
e resta, mais uma vez, torcer em silêncio para zé carlos novamente pular no canto certo.

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