Com a palavra Mr. Carlos Parreira:
Um técnico sem comando:
Não posso fazer nada se jogadores são irresponsáveis a ponto de chegar para uma Copa do Mundo pesando 100, 101 quilos. Isso não tem cabimento. Na Alemanha eu tive nas mãos um time sem comprometimento, sem ambição, jogadores enriquecidos, não se preocupando de verdade com a competição. Atletas que não perceberam ou que esqueceram o que significa ganhar a Copa. Um time de barriga cheia. Cansado de conquistas. Se a legislação da Fifa permitisse, eu teria até tirado alguns deles do grupo.
Um técnico a serviço dos interesses comerciais da CBF:
É evidente que não poderia dizer não para Weggis. Nenhum técnico poderia. Basta as pessoas pensarem um pouco. É mais simples culpar o Parreira, o Zagallo. Mas às vezes eu fico assustado como as pessoas buscam explicações simplórias para as coisas. A preparação não foi a ideal. Pelo contrário até. Mas é muito pobre pensar que o Brasil perdeu a Copa pelo que aconteceu em Weggis. Foi pela falta de ambição e falta de comprometimento de jogadores fundamentais. Por pesar mais de 100 quilos..
Um técnico conivente com a irresponsabilidade:
A imprensa brasileira caiu nesta desculpa fácil, infantil. E mentirosa. Ou os jornalistas não sabiam que em 2002, com o Felipão, os jogadores também iam aproveitar suas folgas após os jogos? E voltavam de madrugada como em 2006? Em 1970 já era assim. Em 1994 também. Os jogadores sempre saíram depois das partidas e voltavam de madrugada. Eu vou participar da minha oitava Copa e aprendi uma coisa. Quando o time perde tudo é desculpa. Mas quanto ganha tudo estava certo. Futebol é assim. Essas folgas que todos falam até hoje sempre aconteceram. Sempre. Não fui eu quem inventei. E sei que o Brasil não perdeu a Copa por causa delas. E digo mais, grupo nenhum fica preso na concentração por 40, 50 dias. Isso não existe.
Um técnico que tolera incompetência:
O Roberto Carlos tem um metro e meio. O lugar dele nunca foi dentro da área em faltas levantadas para a área. Ele deveria estar na frente, esperando o rebote. Mas atento. Estar arrumando as meias mostrou displicência. Mas ele não deveria estar marcando o Henry, que mede o dobro dele. Houve um erro coletivo dos nossos jogadores altos. Não dele. O Roberto Carlos não merece essa culpa que querem jogar nos ombros dele. Eu era o técnico e o absolvo. Só critico a displicência. Bola em jogo não se deve ficar arrumando meia.
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